quarta-feira, 17 de junho de 2009

Diversidade

"A Cor do Preconceito"

O livro foi escrito a seis mãos pela ficcionista Carmen Lucia Campos, pela pesquisadora, professora e historiadora Vera Vilhena, além da antropóloga, pesquisadora e diretora do Geledés - Instituto da Mulher Negra, Sueli Carneiro.

O tema do preconceito de cor aparece de modo contundente, num enredo que a autora trabalhou com maestria. Nele, conta a história da negra Mira, excelente aluna de uma escola da periferia, que, graças a seus esforços, consegue uma bolsa de estudos num dos melhores colégios da cidade.
A menina sofre no enfrentamento das questões ligadas à sua identidade e procurar amadurecer diante de posturas racistas, preconceituosas e intolerantes.
A abordagem informativa, está centrada em notas explicativas que além de outras coisas, ressalta a história da África e a influência dos negros na formação do povo brasileiro.

Além disso, a autora utiliza pequenos ensaios, letras de música, fotos, depoimentos e dados estatísticos que enriquecem e fundamentam o texto.

A Cor do Preconceito Carmen Lucia Campos, Sueli Carneiro e Vera VilhenaEditora Ática136 págs.
Fonte:www.uol.com/educação

domingo, 14 de junho de 2009

O professor e o currículo para jovem

Iza Aparecida Saliés

Nas últimas décadas a educação tem feito o discurso de que o conceito de currículo escolar deve ser pautado num Projeto Pedagógico a ser configurado pela escola, e que seja direcionado em função da realidade dos alunos e dos contextos sociais, onde estão inseridos.

A escola pública de hoje precisa ser revitalizada tanto no aspecto da oferta, quanto às condições de ensino e aprendizagem que são oferecidas aos jovens. São muitos os desafios a serem superados, posto que a sociedade exige das pessoas, competências e habilidades, necessárias para solucionar problemas da vida e do mundo do trabalho.

As instituições governamentais responsáveis pela Política Educacional, precisam ser mais contundentes quanto à execução de ações que possam delinear um Ensino Médio próprio para jovens, estruturando uma escola como espaço deles, respeitando suas necessidades, considerando seus desejos, suas vontades, pois estes, são sedentos por conhecimentos, buscam a escolarização como forma de superar sua situação de vida.

A educação pública anda na contra mão das reais necessidades desses jovens, há um total descompasso entre “O que é ensinado e o que o aluno precisa e quer aprender”. A desarticulação que ocorre entre ensino e o aprender, que surge nessa fase de desenvolviemento humano está justificada pela falta de integração do currículo de ensino com os acontecimentos contemporâneo, assuntos relevantes, temas importantes. A escola precisa estar na vanguarda dos acontecimentos sociais. O novo modelo de sociedade em que estamos inseridos na chamada sociedade da informação, do conhecimento, cobra da escola um nova maneira de ensinar.

Isso se dá ao fato de que o mundo plugado na tecnologia, em que a rapidez das informações é processada, tornou a vida a sociedade e o mercado de trabalho bastante exigente, exigindo pessoas com amplas capacidades de desempenho, que até pouco tempo, não eram cobradas, então, os conhecimentos enciclopédicos deixaram de ser importantes.

Para esse novo modelo de sociedade faz - se necessário, transformar o processo ensino aprendizagem, numa prática mais dinâmica, participativa, colaborativa, solidária e contextualizada com a modernidade, com as diferentes ciências, as culturas e as tecnologias.

Talvez, uma das chaves do êxito seja compreender que uma escola para os adolescentes deverá ser também, uma escola dos jovens, isto é, uma escola com identidade para eles, onde essa geração não seja uma simples população, e sim protagonistas ativos, portadores de direito e deveres.

A velha escola secundária, reservada às elites, esta, não responde mais, à demanda desses jovens.

Educação e Trabalho

Iza Aparecida Saliés

A empresa precisa de trabalhador qualificado, para tal, faz-se necessário que ele tenha formação básica e formação técnica. Como encontrar esse trabalhador se no Brasil o Ensino Médio ainda não é obrigatório?

O governo federal está começando a ampliar o acesso ao Curso Técnico de Nível Médio, com a implantação do Programa Brasil Profissionalizado no país. Este programa tem como finalidade oferecer o Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, tanto para alunos que estudam no diurno com os que são clientela da Educação de Jovem e Adultos (Eja?Proeja), o que vai sem dúvida contribuir para melhorar a qualificação dos trabalhadores.

O jovem brasileiro, aquele que precisa de escolarização para ser incluído no mundo do trabalho, por precisar sobreviver às diversidades da vida e por ser vulnerável economicamente e socialmente, são forçados a abandonar a escola por necessidade de trabalhar. Sem opção, ao abandonar a escola, fica sem qualificação.

O mundo produtivo exige trabalhador competente, com habilidade para resolver problemas complexos, saber lidar com situações difíceis, trabalhar com o inesperado, esse é o que o mercado precisa tudo isso passa fundamentalmente pela escolarização.

Desta forma, fica realmente impossível uma empresa prosperar com quadro de pessoal sem qualificação para o trabalho e sem escolarização básica, sem dúvida está fadada à falência.



Artigo publicado no Blog do Corumbá

Bolg da Iza Saliés: Missão da escola

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Bolg da Iza Saliés: Mensagem do dia - Mestre

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Bolg da Iza Saliés

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