quarta-feira, 17 de junho de 2009

Diversidade

"A Cor do Preconceito"

O livro foi escrito a seis mãos pela ficcionista Carmen Lucia Campos, pela pesquisadora, professora e historiadora Vera Vilhena, além da antropóloga, pesquisadora e diretora do Geledés - Instituto da Mulher Negra, Sueli Carneiro.

O tema do preconceito de cor aparece de modo contundente, num enredo que a autora trabalhou com maestria. Nele, conta a história da negra Mira, excelente aluna de uma escola da periferia, que, graças a seus esforços, consegue uma bolsa de estudos num dos melhores colégios da cidade.
A menina sofre no enfrentamento das questões ligadas à sua identidade e procurar amadurecer diante de posturas racistas, preconceituosas e intolerantes.
A abordagem informativa, está centrada em notas explicativas que além de outras coisas, ressalta a história da África e a influência dos negros na formação do povo brasileiro.

Além disso, a autora utiliza pequenos ensaios, letras de música, fotos, depoimentos e dados estatísticos que enriquecem e fundamentam o texto.

A Cor do Preconceito Carmen Lucia Campos, Sueli Carneiro e Vera VilhenaEditora Ática136 págs.
Fonte:www.uol.com/educação

domingo, 14 de junho de 2009

O professor e o currículo para jovem

Iza Aparecida Saliés

Nas últimas décadas a educação tem feito o discurso de que o conceito de currículo escolar deve ser pautado num Projeto Pedagógico a ser configurado pela escola, e que seja direcionado em função da realidade dos alunos e dos contextos sociais, onde estão inseridos.

A escola pública de hoje precisa ser revitalizada tanto no aspecto da oferta, quanto às condições de ensino e aprendizagem que são oferecidas aos jovens. São muitos os desafios a serem superados, posto que a sociedade exige das pessoas, competências e habilidades, necessárias para solucionar problemas da vida e do mundo do trabalho.

As instituições governamentais responsáveis pela Política Educacional, precisam ser mais contundentes quanto à execução de ações que possam delinear um Ensino Médio próprio para jovens, estruturando uma escola como espaço deles, respeitando suas necessidades, considerando seus desejos, suas vontades, pois estes, são sedentos por conhecimentos, buscam a escolarização como forma de superar sua situação de vida.

A educação pública anda na contra mão das reais necessidades desses jovens, há um total descompasso entre “O que é ensinado e o que o aluno precisa e quer aprender”. A desarticulação que ocorre entre ensino e o aprender, que surge nessa fase de desenvolviemento humano está justificada pela falta de integração do currículo de ensino com os acontecimentos contemporâneo, assuntos relevantes, temas importantes. A escola precisa estar na vanguarda dos acontecimentos sociais. O novo modelo de sociedade em que estamos inseridos na chamada sociedade da informação, do conhecimento, cobra da escola um nova maneira de ensinar.

Isso se dá ao fato de que o mundo plugado na tecnologia, em que a rapidez das informações é processada, tornou a vida a sociedade e o mercado de trabalho bastante exigente, exigindo pessoas com amplas capacidades de desempenho, que até pouco tempo, não eram cobradas, então, os conhecimentos enciclopédicos deixaram de ser importantes.

Para esse novo modelo de sociedade faz - se necessário, transformar o processo ensino aprendizagem, numa prática mais dinâmica, participativa, colaborativa, solidária e contextualizada com a modernidade, com as diferentes ciências, as culturas e as tecnologias.

Talvez, uma das chaves do êxito seja compreender que uma escola para os adolescentes deverá ser também, uma escola dos jovens, isto é, uma escola com identidade para eles, onde essa geração não seja uma simples população, e sim protagonistas ativos, portadores de direito e deveres.

A velha escola secundária, reservada às elites, esta, não responde mais, à demanda desses jovens.

Educação e Trabalho

Iza Aparecida Saliés

A empresa precisa de trabalhador qualificado, para tal, faz-se necessário que ele tenha formação básica e formação técnica. Como encontrar esse trabalhador se no Brasil o Ensino Médio ainda não é obrigatório?

O governo federal está começando a ampliar o acesso ao Curso Técnico de Nível Médio, com a implantação do Programa Brasil Profissionalizado no país. Este programa tem como finalidade oferecer o Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, tanto para alunos que estudam no diurno com os que são clientela da Educação de Jovem e Adultos (Eja?Proeja), o que vai sem dúvida contribuir para melhorar a qualificação dos trabalhadores.

O jovem brasileiro, aquele que precisa de escolarização para ser incluído no mundo do trabalho, por precisar sobreviver às diversidades da vida e por ser vulnerável economicamente e socialmente, são forçados a abandonar a escola por necessidade de trabalhar. Sem opção, ao abandonar a escola, fica sem qualificação.

O mundo produtivo exige trabalhador competente, com habilidade para resolver problemas complexos, saber lidar com situações difíceis, trabalhar com o inesperado, esse é o que o mercado precisa tudo isso passa fundamentalmente pela escolarização.

Desta forma, fica realmente impossível uma empresa prosperar com quadro de pessoal sem qualificação para o trabalho e sem escolarização básica, sem dúvida está fadada à falência.



Artigo publicado no Blog do Corumbá

Bolg da Iza Saliés: Missão da escola

Bolg da Iza Saliés: Missão da escola

Bolg da Iza Saliés: Mensagem do dia - Mestre

Bolg da Iza Saliés: Mensagem do dia - Mestre

Bolg da Iza Saliés

Bolg da Iza Saliés

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Mensagem do dia - Mestre

“O que me estimula é a preocupação de ocultar o menos possível a complexidade do real”


Edgar Morin

Missão da escola

Devemos compreender que


Nem todas as pessoas têm os mesmos interesses e as mesmas habilidades , nem todas aprendem da mesma maneira, e que é impossível aprender tudo que existe para aprender .

Ambiente de Aprendizagem


Diversidade de dimensões de aprendizagem




  1. Fomentar o desenvolvimento de competências que permitam ao aluno acompanhar o progresso científico;


  2. Desenvolver capacidade de comunicação e promoção do debate sobre o conhecimento científico;.


  3. Conscientizar concepções e crenças pessoais relativas a conteúdos científicos;


  4. Reformular posições e concepções prévias sobre situações problemáticas de natureza científica e social;


  5. Promover a construção e reconstrução do conhecimento científico a partir das idéias prévias dos próprios alunos;

Iza Aparecida Saliés

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Apenas cinco capitais alcançaram metas em língua portuguesa para alunos da 4ª série
18/02/2009 às 23:29


Das 26 capitais brasileiras, apenas cinco alcançaram, em 2007, as metas em língua portuguesa propostas pelo movimento Todos pela Educação para a 4ª série. Já para os alunos de 8ª série, o cenário se inverte --todas as capitais, exceto Belém (PA), alcançaram o resultado esperado na disciplina. Os dados, de acordo com o movimento, foram calculados a partir do resultado da Prova Brasil de 2007.

A avaliação é feita pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) a cada dois anos em todas as escolas da rede pública da zona urbana do país, com mais de 20 alunos em cada série. Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis e Recife são as capitais que alcançaram a meta em língua portuguesa para a 4ª série. Das 21 capitais que não atingiram o resultado, 14 apresentaram queda no percentual de alunos com aprendizado considerado adequado.

Outras sete capitais registraram o que o Todos pela Educação classifica como "aumento insuficiente para alcançar as metas". Um dos destaques negativos, segundo o movimento, é a cidade do Rio de Janeiro. A capital fluminense, em 2005, registrava 33,05% dos alunos da 4ª série com aprendizado adequado mas, em 2007, os números caíram para 29,07%. Já a avaliação de alunos da 8ª série indica que todas as capitais brasileiras registraram aumento no percentual de aprendizado adequado em língua portuguesa.
Mas, os resultados, de acordo com o Educação para Todos, ainda mostram que a maioria dos alunos passa pela escola, porém não aprende o mínimo esperado. O levantamento alerta que, no Brasil, menos de três em cada dez alunos da 4ª série aprenderam o que é esperado para sua série em língua portuguesa.
Apesar de um resultado aparentemente positivo, a avaliação atesta que, na 8ª série, apenas três em cada dez estudantes possuem os conhecimentos adequados em sua série na mesma disciplina. Os dados de aprendizado fazem parte do acompanhamento da Meta 3 do Todos Pela Educação, na qual o movimento defende que, até 2022, 70% ou mais dos alunos tenham conhecimento adequado às séries que cursam.

Fonte: Jornal o documento/MT
Menos de dois em cada dez alunos da 8ª série têm conhecimento adequado de matemática

19/02/2009

Menos de dois em cada dez alunos da 8ª série possuem conhecimentos adequados em matemática, aponta levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo movimento Todos pela Educação. Apesar de reconhecer que os percentuais de aprendizado no país ainda são baixos, o movimento registrou melhora na disciplina em todas as 26 capitais brasileiras para a 4ª série.
Os dados foram calculados a partir do resultado da Prova Brasil de 2007. A avaliação é feita pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) a cada dois anos em todas as escolas da rede pública da zona urbana do país com mais de 20 alunos em cada série.
Na 8ª série, o levantamento indica que 15 capitais registraram resultados abaixo do esperado e que em 11 delas houve redução do percentual de alunos com aprendizado considerado adequado em matemática.
O levantamento alerta ainda que, no Brasil, menos de três em cada dez alunos da 4ª série aprenderam o que é esperado para a sua série na mesma disciplina. Os dados de aprendizado fazem parte do acompanhamento da Meta 3 do Todos Pela Educação, por meio do qual o movimento defende que, até 2022, 70% ou mais dos alunos tenham conhecimento adequado às suas séries.
Fonte: Jornal o Documento

Mensagem

Não são as ervas más que afogam a boa semente, e sim a negligência do lavrador.

Confúcio
A ascensão da Língua Espanhola no Currículo do Ensino Médio das escolas brasileiras.

Regina Adler*

Aprendizagem do espanhol por meio do currículo escolar, possibilita ao estudante aprender e conhecer um mundo culturalmente vasto e que servem de contraponto à hegemonia do inglês na vida contemporânea, dando acesso a outros discursos, valores, culturas e diferentes formas de viver socialmente.

O espanhol, além de ter também uma grande utilidade do ponto de vista internacional, é uma das línguas estrangeiras mais hegemônicas na América Latina. Isso, por si só, já justificaria a sua aprendizagem: um contato com a diferença que está muito perto.

A Língua Espanhola apesar de apresentar aspectos favoráveis à sua implantação, no Estado de Mato Grosso, como a nossa fronteira comum com países de fala hispânica é de 16 mil quilômetros e em razão disso a existência, hoje do MERCOSUL que vêm intensificando o contato econômico e cultural entre os países do chamado cone sul, onde o conhecimento da língua espanhola tem sido requisitado para o trabalho.

Com a promulgação da Lei 11.161/2005 que tornou obrigatório o ensino de Língua Espanhola nas Escolas de Ensino Médio de todo o país, os Estados terão até 2010 para adequar as escolas de ensino médio da sua rede.

Para que as escolas possam se adequar então com a implantação da Língua Espanhola nesses cinco anos, segundo dados do Programa Nacional de Formação de Professores de Língua Espanhola (PRO-ESPANHOL/MEC) do Ministério da Educação, em parceria com os estados, estarão criando condições necessários tais como: possibilitar a formação inicial de professores, formação continuada, aquisição de material didático próprio, instalação de Centro de Recursos Didáticos de Espanhol (CRDE) de modo a fortalecer os estados para a implantação da Lei.


Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Educação – Seduc/MT, está consideravelmente numa posição bastante confortável, no que diz respeito á implantação da Língua Espanhola, têm apresentado excelentes resultados, fatos esses constatados no XII Congresso Brasileiro de Formação de Professores de Língua Espanhola em Cuiabá MT em 2007.

De todos os Estados presentes: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro entre outros, Mato Grosso está na vanguarda quanto às ações desenvolvidas e realizadas para a implantação da Língua Espanhola na Escola de Ensino Médio.

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grossos, por meio da Superintendência de Formação e o Centro de Recursos Didáticos de Espanhol do convênio Embaixada Espanha/Secretaria de Estado de Educação, realizou cursos de formação continuada para profissionais que atuam nessa disciplina, atendendo aproximadamente 210 escolas que oferecem essa disciplina no Ensino Médio, em 2008.

Professora de Língua Espanhola,Membro Fundadora da Associação Mato-grossense de Professores de Língua Espanhola, Coordenadora do Centro de Recurso Didático de Espanhol/Embaixada Espanha/ Seduc/MT.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Para refletir

"A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram."

Adam Smith

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

ProJovem

Meta do ProJovem Adolescente é atender 1,4 mil adolescentes na Capital e Várzea Grande.

A meta de atendimento do ProJovem Adolescente é atender em Cuiabá 1.450 adolescentes, que desde o ano passado, vem sendo assistidos em 29 unidades, localizadas em Centros da Juventude, Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e Centro de Assistência Social Básica (Casb)

A proposta, desenvolvida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), é promover a inclusão social daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade, além das atividades, recebem uma bolsa mensal no valor de R$ 30.

A supervisora pedagógica, Ondina Fernandes Arrais, diz que a outra meta do programa é contribuir para a diminuição dos índices de violência, do uso de drogas, da incidência de doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez não planejada, porque oferece ocupação e capacitação aos adolescentes, porque retira os participantes das ruas e oferece novas perspectivas profissionais e de vida.

Proposta: O ProJovem Adolescente pretende resgatar a convivência familiar e comunitária, propiciando o desenvolvimento pessoal que permita ao jovem atuar como agente de transformação e desenvolvimento de sua comunidade, além de sensibilizá-lo e informá-lo sobre o mercado de trabalho.

Público-alvo: Jovens de 15 a 17 anos em situação de risco e vulnerabilidade social; pertencentes às famílias com renda de meio salário mínimo por pessoa; prioridade para jovens já alfabetizados
.
Fonte : Jornal o documento
Século dez ou século décimo?

13/02 - 14:12

Reinaldo Pimenta

A leitura dos numerais deve ser feita na forma abaixo.

Nos artigos, parágrafos e cláusulas: só se usa o ORDINAL até NOVE (inclusive).Artigo 6º (parágrafo SEXTO), artigo 10 (artigo DEZ);Parágrafo 5º (parágrafo QUINTO), parágrafo 11 (parágrafo ONZE);Cláusula NONA, cláusula DOZE.
Nos títulos, anos, séculos e capítulos: só se usa o ORDINAL até DEZ (inclusive).Henrique VIII (Henrique OITAVO), João XXIII (João VINTE E TRÊS);Ano VIII a. C. (ano OITAVO antes de Cristo), ano XI d.C. (ano ONZE depois de Cristo);Século X (século DÉCIMO), século XII (século DOZE);Capitulo VI (capítulo SEXTO), capítulo XI (capítulo ONZE).
Se o numeral vier antes do substantivo: só se usa o ORDINAL.XV Feira do Livro (DÉCIMA QUINTA feira do livro); XX Campeonato de Basquete (VIGÉSIMO campeonato de basquete).
No centro da cidade do Rio de Janeiro, fica a Praça Pio X. Alguns dizem “praça piox” e muitos dizem “praça Pio dez”. O certo é “praça Pio DÉCIMO”.


Fonte: Português Urgente
Camões!
A redação da prova do Vestibular da Universidade Federal da Bahia cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho do poema de Camões :
'Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, dor que desatina sem doer.'
Uma vestibulanda de 16 anos deu a seguinte interpretação:
'Ah Camões!
Se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos,
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a internet,
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo.'
A candidata foi aprovada com nota 10.
Foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguémdesconfiou que o problema de Camões era falta de mulher...'
Colaboração especial de Paulo Edgar Barros.
Atividade em escola pública fluminense leva alunos para a Espanha

Durante uma aula de Educação Física na Escola Municipal Adérito Gomes Gouveia, em São João de Meriti (RJ), um aluno pediu para que a professora permitisse a prática do futebol naquele dia.
O estudante argumentou que a quadra da escola é o único lugar no bairro onde as crianças podem jogar. Este pedido fez com que a docente refletisse sobre a importância e o valor que o esporte tem na vida das crianças, e, a partir daí, a instituição decidiu implantar um ciclo de atividades interligando as disciplinas estudadas e o futebol.
“O projeto dentro da escola serviu como conscientização pela busca da construção de espaços públicos seguros e com boas instalações para a prática esportiva”, afirma a professora Fernanda Leocádio.Este projeto foi um dos vencedores do Joga lá, iniciativa da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), em parceria com Ministério da Educação (MEC), com apoio da Fundação SM e da Fundação Futebol Clube Barcelona.
O plano promove a educação em valores e para a cidadania por meio do esporte, desafiando as escolas inscritas a desenvolver práticas que estimulem atitudes solidárias.Fonte: no site

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mato Grosso se estrutura para a Conferência Nacional de Educação.

quarta -feira , 11 de feveriro de 2009


Ocorre em novembro deste ano, em Mato Grosso, a Etapa Estadual do momento mais importante de reflexão e de tomadas de decisões da Educação Pública Brasileira: a Conferência Nacional de Educação (Conae). A Conae será realizada de 23 a 27 de abril de 2010, em Brasília. Além da Etapa Estadual, Mato Grosso irá realizar Etapas Intermunicipais nos 15 pólos dos Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapros).



Para deflagrar esse processo, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) nomeou, em dezembro do ano passado, uma Comissão Organizadora Estadual, através da Portaria n.º 363/08. Esta comissão tem a secretária adjunta da Políticas Educacionais da Seduc, Rosa Neide Sandes de Almeida, como coordenadora geral e a secretária extraordinária de Apoio às Políticas Educacionais, Flávia Nogueira, como secretária executiva.


Conforme a secretária Flávia Nogueira, a Conae será “um espaço democrático aberto pelo Poder Público para que todos os brasileiros e brasileiras possam participar do desenvolvimento da Educação Nacional”. Ela esclarece que Conferência será organizada de maneira a promover o debate sobre a Educação Básica, Profissional e Tecnológica e Superior, de forma sistêmica, em diferentes territórios e espaços institucionais: nas escolas, nos municípios, nos estados e Distrito Federal e no país.


A secretaria extraordinária informa que a Comissão Nacional da Conar (que tem 35 membros) é coordenada pelo secretário executivo adjunto do Ministério da Educação, Francisco Chagas. O tema da conferência já está definido: “Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação”.
Estes são os eixos temáticos que estarão em debate:

I - Democratização do Acesso, Permanência e Sucesso Escolar;

II - Papel do Estado na Garantia do Direito à educação: Organização e Regulação da Educação Nacional;

III - Qualidade e Avaliação da Educação Nacional;

IV - Formação e Valorização dos Trabalhadores em Educação;

V - Financiamento da Educação, Gestão Democrática e Fortalecimento Institucional das Escolas e dos Sistemas de Ensino;

VI - Justiça Social e Educação: Inclusão, Diversidade e Promoção da Igualdade Social.

Flávia Nogueira destaca que a comissão estadual já realizou duas reuniões até o momento, tendo definido alguns encaminhamentos. Um deles é que a Etapa Estadual será em Cuiabá. As etapas nos pólos dos Cefapros devem ocorrer ao longo deste primeiro semestre. Ela informa ainda que as Etapas Municipais não serão obrigatórias, “mas serão extremamente importantes para o envolvimento de toda a sociedade local no debate”. Por esta razão, nos municípios que decidirem realizá-la, a Comissão Estadual recomenda que ocorram encontros abertos, de livre participação, para que o maior número possível de pessoas possa participar.


SERGIO LUIZ FERNANDES
Assessoria/Seduc-MT

Diálogo

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Filosofia

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Conceitos da Sociologia Contemporânea

Iza Aparecida Saliés

Como trabalhar com eixos temáticos na Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias?

Eixos estruturantes da área

  1. Cidadania;
  2. Trabalho;
  3. Cultura;
  4. Relações entre o individuo e sociedade, instituições sociais;
  5. Importância da participação política dos indivíduos e grupos;
  6. Os sistemas de poder e os regimes políticos;
  7. As formas de Estado;
  8. Modos de Produção;
  9. Produção e consumo;
  10. Mercadoria;
  11. Capital;

Será dada Continuidade ao assunto....


A escola precisa ser .............

Iza Aparecida Saliés

Aquela que tem um projeto pedagógico traçado com a participação coletiva de representantes de seus setores, beneficiando a comunidade;

Aquela que considera o aluno como participante ativo da construção de seu saber, portanto agente de sua formação e não mero objeto, um ouvinte passivo das informações que lhe são passadas;

Aquela que tem como propósito fundamental abandonar o ensino tradicional repetitivo e adotar a aprendizagem como construção de conhecimentos, partindo do que o aluno já sabe;

Aquela que troca os procedimentos metodológicos do instruir – ouvir -repetir, pela dinâmica do questionamento investigativo com reflexão – ação – reflexão , numa perspectiva interdisciplinar;

Aquela que considera a avaliação como processo de contínuo renovar e repensar e não como instrumento de repetição , de ameaça e de cobrança;

Aquela que considera a avaliação como processo de contínuo renovar e repensar e não como instrumento de repetição , de ameaça e de cobrança;

Aquela que estimula a socialização e a solidariedade por meio da parceria e do compartilhamento das tarefas em grupo;

Aquela que reconhece a necessidade de mudar a mentalidade das pessoas, conscientizando-as para a renovação, e de renovar os próprios métodos pedagógicos que usava.

Fonte: Texto de Martins, Jorge Santos, O trabalho com projeto de pesquisa, do ensino fundamental ao ensino médio, 2ª edição, Editora Papirus, 2002, Campinas São Paulo.

“Se somos progressistas (...) Devemos nos esforçar, com, humildade, para diminuir ao máximo a distância entre o que dizemos e o que fazemos”.
Paulo Freire

Sou Euducador

Tudo que aprendi no jardim de infância inspiraram-me as palavras.

Os gestos e os textos foram orientações para despertar e construir na minha vida a imagem do diálogo e da orientação humana.

Nas palavras proferidas; desperta a sabedoria.

Nas verdades criadas; compreendo. Nos passos dados; missão exercida.

Nos caminhos percorridos; aventuras da vida para a realidade.

Na comunicação exercida; coragem do recomeço.

Na trajetória da minha caminhada sou solicitado para ser semente, luz, água, ar, sopro... Amigo.

Nas etapas da minha vida profissional pude ser serviço e servir e estar servindo.

Inspirou-me na minha vocação de educador; a paciência e a humildade para poder compreender a minha clientela.

Aqueles que cobram de mim o exercício do artista, do amigo, do psicólogo, do pai, do irmão, do palhaço, do discípulo, do médico, do herói, do confidente.

Chorei lágrimas, das dores e sentimentos dos que alcancei.

Enxuguei lágrimas daqueles que precisavam de apoio.

Fui ouvinte dos diversos problemas, sejam de caráter pessoal, familiar ou de grupo.

Sepultei sentimentos de inferioridade. Sei que muito mais posso fazer.

Sou apenas uma parte da ponte neste crescente mundo de tantas incertezas e descréditos.

Mas nesta escola que trabalho, eu haverei de ser sempre mais um discípulo em meio a tantos.

Não aquele que usará meras palavrinhas de desconforto em nome da traição escondida, mas aquele que mesmo tendo que, negar para o engrandecimento da ação de educar, lutará para ser alicerce e pedra para a construção do Cidadão.

Sou Educador!

Com muito orgulho!

Genivaldo Pereira dos Santos
Floresta Azul - BA

Exame Nacional de Ensino Médio/Enem

Enem: rumo certo?

Parte I

Rodrigo Travitzki *


A prova do Exame Nacional do Ensino Médio deve -se contemplar não só as muitas realidades do país , mas também objetivos não necessariamente harmônicos entre si.

O exame tem como função medir o conhecimento significativo dos jovens e, ao mesmo tempo, representar certos valores educacionais. Esses objetivos podem criar dilemas familiares para o professor que elabora sua avaliação com calma.

Afinal, embora busque representar um conhecimento "universal", este deve estar enraizado em sua realidade local.

"Será que eu pergunto sobre o que eles mais gostaram ou sobre aquela coisa importante que muitos não entenderam bem? Que mensagem essa prova passará para as turmas?"

Cada professor lida com tais dilemas à sua maneira. Mas se pensarmos nessas perguntas para o Brasil, país em que a cultura escolar ainda é restrita a poucos, os dois objetivos são forças que podem levar à caminhos opostos.

E, ao que parece, o Enem 2008 não conseguiu encontrar o equilíbrio entre essas forças, pendendo demais para um dos lados. O resultado foi uma prova que, em muitas questões, valorizou mais as culturas midiática e televisiva do que a chamada "cultura escolar".

Bem, se o exame mais importante da Educação Básica avalia conhecimentos que podem ser adquiridos pela televisão, como poderemos tornar nosso país mais escolarizado? É a escola que deve se adaptar ao aluno/professor pouco escolarizado ou é o contrário? Como encontrar equilíbrio entre esses dois extremos?

Partindo do pressuposto de que o Enem é um importante balizador dos conteúdos escolares, da opinião pública do mercado, proponho fazer um contraponto a partir da análise de algumas questões da prova.

Vamos ao ponto. De maneira geral, três tipos de problemas foram identificados:

a) enunciados com textos longos, que não caracte­rizam uma situação-problema e estão "descolados" das alternativas - ponto especialmente problemático numa prova longa e cansativa;

b) questões exigindo mobilização de conteúdos específicos que não se constituem em conceitos nucleares na organização curricular da Educação Básica;

c) questões que estão respondidas no próprio enunciado. Além disso, há o problema mais geral, a valorização excessiva da "cultura televisiva", que corre paralela à desvalorização da cultura escolar. Vejamos alguns exemplos, tomando a prova amarela como base para o número das questões.

*Professor do Colégio Equipe, de São Paulo.
Fonte: Revista Educação Edição 142