sábado, 31 de janeiro de 2009

Escola rica não implica bom ensino, diz peaquisa.

Um estudo da faculdade Ibmec São Paulo, divulgado pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO,
sugere que o simples aumento de gastos com a educação não é o suficiente para melhorar a qualidade do ensino.

Os pesquisadores dividiram os municípios paulistas entre os que mais gastam (investimento médio por aluno de R$ 2.018 anuais) e os que menos gastam (média anual de R$ 1.080 por aluno).

E as médias na Prova Brasil (sistema de avaliação do governo federal) entre os dois grupos foram quase iguais.

Para os autores do estudo, só o aumento da jornada escolar e do número de professores com ensino superior melhora o nível de nossas escolas.

Fonte:Blog do Corumbá,30/01/2009

Ólhos de Águia

Enxergue o mundo com os olhos de uma Águia. Veja por vários ângulos a Educação. Entenda que somos criadores e vítimas do sistema social que valoriza o TER e não o SER, a ESTÉTICA e não o CONTEÚDO, o CONSUMO e não as IDÉIAS”
Cury, pág. 65,2003.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Mercusol Educativo permite que aluno continue a estudar em outros países do bloco

22/01 - 09:55

Agência Brasil

A partir de agora, estudantes do ensino fundamental e médio, poderão dar continuidade aos estudos sem qualquer prejuízo de tempo, em qualquer país do Mercosul . O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 12, ratificou o Protocolo de Integração Educativa do Mercosul – Argentina, Chile e Paraguai também já ratificaram o protocolo.


Quando se mudam para países do bloco, os alunos do ensino fundamental e do médio têm garantido o direito de se matricular na mesma série que cursavam em seu país de origem.
Para Auriana Diniz, o Brasil será beneficiado: “É um ganho para o país. O protocolo favorece cada vez mais a integração do bloco .


De acordo com Auriana, uma adaptação realizada no ano passado contribuiu para a ratificação do protocolo,pois o sistema educacional brasileiro, que passo a ser de nove anos, possibilitou a automática a ratificação desse protocolo.”


A equivalência é feita apenas para as séries e não para o conteúdo. “As peculiaridades de cada sistema serão mantidas internamente. No Brasil, os sistemas educacionais dos estados são autônomos, têm uma parte comum e as suas peculiaridades e isso será preservado no bloco.”


Em caso de mudança de país, além da documentação de praxe para a transferência de escolas, o aluno deve ter os carimbos do Ministério das Relações Exteriores para garantir sua matrícula na mesma série que está cursando no país de origem.

Ser cuiabano(a) é ...

... Ser o celeiro do Brasil (produzir soja, algodão, cana de açúcar...)
... Comer a carne de boi mais saborosa do Brasil e do mundo...

... Ser do Estado que mais cresce no Brasil...
... Ser o terceiro maior Estado do Brasil em extensão, mas o primeiro em
belezas naturais...
... Ter boa parte do território inexplorado e ainda com mais belezas por serem descobertas...

... Ser fã do Pescuma, Henrique e Claudinho...
... Rir de piada de gaúcho...

... Ficar injuriado quando confundem Mato Grosso com Mato Grosso do Sul, ou
ainda inventam o Mato Grosso do Norte...
... Ficar indignado quando os vizinhos do Sul se denominam 'Estado do Pantanal'... (Como se fosse só deles...)

... Poder tomar banho de cachoeiras, contemplar as belezas de Chapada ou Manso, visitar o Pantanal, se maravilhar com o Araguaia, perder o fôlego em Jaciara, ou se surpreender com a Amazônia...
... Dançar Rasqueado, Lambadão, Cururu e Siriri...

... Falar pra todo mundo que Cuiabá é a cidade mais quente do Brasil e porque não
do Mundo?
... Ficar tranqüilo quando a previsão do tempo diz que no dia seguinte a temperatura máxima vai ser de 40°C...

... E preocupado quando diz que vai fazer menos que 20°C....
... Torcer pro Mixto Esporte Clube e se emocionar com o Verdão lotado (embora faça muito tempo que isso não ocorra)...

... Ser devoto de São Benedito...
... Defender nossas tradições, cultura...

... Correr pra aumentar o volume da televisão quando aparece alguma reportagem
em cadeia nacional, embora que as notícias não sejam das melhores...
... Ter a Viola de Cocho...

... Ter um belo pôr-do-sol todos os dias...
... Ser o coração (ou numa visão menos poética ser o umbigo) da América do Sul...

... Ser conterrâneo de Marechal Cândido Rondon, Dom Aquino Correa, Eurico Gaspar Dutra...
... Morar no Coxipó, Porto, Centro, Baú, Lixeira, Quilombo, Dom Aquino, Araés,
Goiabeira ou CPA...
... Comer pastel na Feira do Porto...
... Subir a Getulio Vargas e descer a Isaac Póvoas...

... É tomar escaldado no Choppão no final da noite...
... Jogar truco espanhol, brasileiro e bozó...

... Viver na Cidade Verde...
... Ter uma das noites mais agitadas do Brasil...

... Ter Igreja N. S. do Rosário e Capela de São Benedito, Igreja do N. S. do Bom Despacho, Santuário N. S. Auxiliadora, Sesc Arsenal, Palácio da Instrução, Liceu Cuiabano...

... Ficar sentado na porta de casa, jogando dominó, tomando tereré, fazendo uma modinha ou conversando fiado...
... Ser hospitaleiro e receber gente de todos os cantos do Brasil e do mundo, como não acontece em nenhum lugar...

... Comer Maria Izabel, Ventrecha de Pacú e Filé de Pintado frito, Mojica de Pintado, Pacú ou Peraputanga assada na folha de bananeira, Farofa de Banana, Arroz com Pequi, Frango com Pequi, Galinha Caipira, Cabeça de Boi...
... Não tomar café da manhã, e sim o comer um 'Quebra Torto'...
... Ou ainda não tomar lanche a tarde e sim o 'Tchá cô Bolô' (Chá com bolo)...

... Ter um pé de manga, de cajú ou de goiaba no quintal (ou simplesmente ter um quintal)...
... Não tomar café, mas tomar guaraná ralado pra despertar...

... Falar 'vôte', 'vixi', 'agora quando', 'cordeiro', 'tchá por Deus' e outras inúmeras cuiabanisses...

... Defender essa terra a qualquer custo (mas também reconhecer que tem muita coisa pra melhorar, assim como as coisas que tô escrevendo)...

... Ser uma cidade preocupada com o presente, com as raízes no passado e com os olhos no futuro...
... É enfim não deixar de pensar um só momento nessa terra privilegiada...

Eu AMO minha cidade, Eu AMO Cuiabá!!!

**Para àqueles que não conhecem e zoam, segue um pouquinho da minha terra para conhecerem e verem que minha terra não tem só jacaré, cobra, capivara, onça pintada... que por trás disso, existem coisas maravilhosas, muitas riquezas..


Ser Cuiabano não tem preço!!!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Arte de amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.

A alma é que estraga o amor.

Só em Deus ela pode encontrar satisfação.Não noutra alma.

Só em Deus — ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Manoel Bnadeira

“...ou do sistema simbólico com o qual o homem pode conhecer e memorizar uma vasta gama de fenômenos, podendo agir sobre eles de modo favorável , é a própria atividade essencial do homem”.

Nietzsche

Ser humano

Maneira didática de considerar aspectos do ser humano

a)afetivo
: inclui emoções, sentimentos, motivações, interesses e valores;


b)cognitivo: inclui raciocínio, conhecimento, recordação, percepção, reconhecimento, generalização;

c)psicomotor: inclui ações, atitudes, comportamento.

Pulaski




Os saberes ...

- as cegueiras do conhecimento:

- o erro e a ilusão;

- os princípios do conhecimento pertinente;

- ensinar a condição humana;

- ensinar a identidade terrena;

- enfrentar as incertezas;

- ensinar a compreensão;

- a ética do gênero humano.




Edgar Morin

Pensamento do dia

“O que me estimula é a preocupação de ocultar o menos possível a complexidade do real”

Edgar Morin

Como se constroi conhecimento.

Conhecimento, cada um constrói o seu. Ninguém o faz por você. Estas etapas lhe chegam como informações. Eis as etapas:

1. RECEBER estas etapas dentro de si, isto é, fazê-las chegar até o seu cérebro pensante;

2. APROVAR o que recebeu pois, se reprovar, este processo pára aqui.

3. ASSIMILAR o que aprovou, incluindo-as no corpo do conhecimento já existente.

4. AVIVAR o que assimilou, dando-lhe destaque e significado afetivo como a um celular, muito desejado, que um jovem ganha.

5. EXPERIMENTAR o que avivou. É colocá-la em ação pela primeira vez.

6. PRATICAR é repetir muitas vezes o que experimentou. A prática é a mãe da sabedoria, que uma vez atingida, passa a fazer parte do seu corpo do seu conhecimento. Você nem precisa racionar mais, porque o conhecimento vem automaticamente embutido nas suas ações.

Içami Tiba
Psiquiatra, educador e conferencista. Escreveu “Quem Ama, Educa! Formando Cidadãos Éticos" e mais 22 livros.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Adolescente e jovem , uma construção social, a considerar ...

Iza Aparecida Saliés

A adolescência e a juventude são construções sociais, são classes de idades que, apesar de possuírem uma base material biológica a considerar, apresenta também, diversas necessidades , hoje consideradas pela sociedade do ocnsumo eda tecnologia.

Eles são portadores de um repertório cultura e social de conhecimentos, saberes, valores, atitudes, pouco respeitados pela família e pela escola.
Esses atributos precisam ser considerados, pois esses atributos não coincidem necessariamente com a cultura escolar e, em particular, com a Proposta Curricular do Ensino Médio, que se propõe a desenvolver.


Os estudos mais recentes sobre a juventude apontam, que a convivência dos adolescentes e jovens, nesta sociedade, que apresenta diferentes paradigmas, provocam sérias reflexões sobre a atribuição da escola que temos, e conseqüentemente do tipo de Ensino Médio que estamos oferecendo, e vou mais além, será que estamos contribuindo para a formação desses jovens? Para a vida ou para o mundo do trabalho.


Que alunos estamos formando e ou preparando?


É muito siginicativo para o jovens e adolescentes, sentir protagonista do seu processo histórico social, por que não dizer, do seu processo ensino aprendizagem também, de maneira consciente, participativo , decisivo e negociador.


Por saber que faz parte de uma sociedade elitista e excludente, em que constitui um padrão de dignidade exigido para todos, tais modelos consequentemente também refletem no contexto escolar as caracterisitca ( as necessdiades dessa faze da vida)dos adolescente e jovens .


Hoje, é impossível separar o mundo da vida do mundo da escola. Os adolescentes trazem consigo sua linguagem e sua cultura e a escola perdeu o monopólio de inculcar significações que por ora não tem mais siginificado para o jovem, com isso, tendem à diversificação e à fragmentação.


O professor e o currículo para jovem

Iza Aparecida Saliés


Nas últimas décadas a educação tem feito o discurso de que o conceito de currículo escolar deve ser pautado num Projeto Pedagógico a ser configurado em função da realidade dos alunos e dos contextos sociais, onde estão inseridos.

A escola pública de hoje precisa ser revitalizada tanto no aspecto da oferta, como quanto às condições de ensino e aprendizagem que são oferecidas aos jovens do Ensino Médio.

São muitos os desafios a serem superados, posto que a sociedade está exigindo das pessoas, competências e habilidades para saber lidar com os problemas da vida e do mundo do trabalho.

A grande maioria das escolas de Ensino Médio não são próprias para jovens, sem atrativo nem um, com professores desestimulados, incrédulos quanto a necessidade de mudança da sua prática pedagógica e muitos outros problemas que deparamos no cotidiano escolar.

As instituições governamentais responsáveis pela Política Educacional, seja ela em que instância for, precisam ser mais contundentes quanto a execução de ações que possam delinear um Ensino Médio que contemple a visão ontológica, considerando o adolescente e jovem como ser históricamente constituído e que precisa da escolarização para transformar esse saber empírico em conhecimentos acadêmicos.

Somos sabedores que a educação pública anda na contra mão das reais necessidades dessa demanda, não por falta de legislação, e sim pelo descompasso entre “O que é ensinado e o que o aluno precisa e quer aprender”, pois a escola não considera o repertório de saberes que o aluno traz consigo.

A desarticulação da escola quanto o que é ensinado, é que há um hiato muito grande entre o que se ensino e o que se aprende. Esse fato surgiu com esse novo modelo de sociedade em que estamos inseridos a chamada sociedade da informação, do conhecimento e outros termos que os teóricos atribuem.

Isso se dá ao fato de que o mundo plugado na tecnologia , em que a rapidez das informações são processadas, tornou a vida, a sociedade e o mercado de trabalho bastante exigente, necessitando de pessoas com amplas capacidades que anteriormente não eram cobradas, deixando de haver necessidade de conhecimentos enciclopédicos.

Para esse novo modelo de sociedade faz se necessário transformar o processo ensino aprendizagem em algo mais dinâmico, participativo, colaborativo , solidário e contextualizado com a modernidade das diferentes ciências e as tecnologias.

Em síntese, é provável que a escola para os adolescentes seja uma construção, na medida em que a própria adolescência é uma idade "nova" e em plena transformação. E como "todos os adolescentes não são iguais", dever-se-á pensar em formas institucionais suficientemente diversificadas e flexíveis para dar respostas adequadas às múltiplas condições de vida e expectativas das novas gerações.

Talvez, uma das chaves do êxito seja compreender que uma escola para os adolescentes deverá ser também uma escola dos adolescentes, isto é, uma instituição onde as novas gerações não sejam simples populações alvo, e sim protagonistas ativos e "com direitos".

A velha escola secundária reservada às elites deve, hoje, responder à demanda de novos contingentes de postulantes.

Por outro lado, a própria experiência escolar contribuiu para a criação da juventude como uma construção social, ou seja, como um tempo de vida colocado entre a infância e a condição de adulto, um tempo de preparação e de espera. Por isso, pode-se dizer que nem sempre existiu "juventude" e "adolescência".

“Com a adolescência forma-se um si mesmo não escolar, uma subjetividade e uma vida coletiva independentes da escola, que afetam à vida escolar”.
Dubet e Martuccelli

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sugestão de tema para aula de Sociologia.

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Charge para trabalhar na disciplina de Sociologia

Tema: Responsabilidade infantil (estudar e fazer dever de casa)

Jornal da Escola

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Inovação pedagógica de sucesso.

A Escola Municipal Professor José Sobreira de Amorim, de Fortaleza, CE, criou o Jornal do Futuro.

É uma estratégia pedagógica que está aproximando a realidade, o seu cotidiano dos alunos como currículo escolar.

O Jornal do Futuro tem como finalidade possibilitar a superação do baixo rendimento dos alunos, a partir da melhoria da leitura e da escrita, bem como estimular a expressão oral e produção textual.

As matérias publicadas incluem tipos e gêneros textuais diferentes, presentes no convívio social e na vida do aluno: artigos de opinião, poesias, notícias, concursos, acrósticos, charges, dicas (saúde, esporte, trabalho, vivências), recados, bilhetes, cartas, crônicas, contos, diários, receitas, entrevistas, histórias em quadrinhos, resenhas (livros, filmes), adivinhações, charadas, desafios matemáticos etc.

Critério para publicação de textos, que são: diversidade de tipos e gêneros textuais, priorização dos aspectos textuais (coesão e coerência); não discriminação de textos devido a erros gramaticais ou ortográficos, uma vez que os alunos ainda estão no período de aprendizado das convenções sociais da língua.

O texto selecionado passa pela revisão do aluno juntamente com o professor de sala.
Outra forma de motivá-los é expondo em local visível da escola a nova edição e, em um quadro de honras, os nomes dos escritores e desenhistas que colaboraram para a produção daquela edição.


O Jornal do Futuro é trabalhado em todas as turmas, do pré-escolar até a nona série, de acordo com os objetivos enumerados no planejamento do professor.

Quando o exemplar chega às salas de aula, são realizadas atividades diversificadas, que vão desde a leitura das imagens à produção de cartas do leitor e artigos de opinião.

Baseado no texto de Jaiza Helena Moisés Fernandes,pedagoga, especialista em Planejamento Educacional ecoordenadora do Jornal do Futuro - Fortaleza/CE- Projeto Pedagógico publicado na edição nº 385, jornal Mundo Jovem, bril de 2008, página 9

Mensagem para o professor

"A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém".

Paulo Freire
Como criar um jornal escolar
Jaiza Helena Moisés Fernandes*

A partir de nossa experiência, sugerimos alguns passos que achamos importantes para o sucesso na criação e manutenção de um jornal:

1) sensibilizar professores e alunos;

2) escolher um coordenador;

3) envolver toda a comunidade escolar na escolha do nome do jornal;

4) buscar apoio para sua publicação junto a organizações não-governamentais ou a Secretaria de Educação do seu estado ou município;

5) caso não haja apoio extra-escolar, buscar apoio dentro da escola, junto ao conselho escolar, pais, alunos e grêmio estudantil;

6) incentivar a produção de tipos e gêneros textuais diferentes;

7) estabelecer prazos para a produção e entrega das matérias à coordenação do jornal.Sugestões de atividades com o jornal escolar.

Apresentar vários jornais locais para que os alunos estabeleçam as semelhanças e diferenças na diagramação, primeira página, manchetes, leads e temáticas abordadas;

• Promover a comparação dos jornais locais com o jornal escolar;

• Solicitar a identificação dos principais elementos de uma notícia: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?

• Desenvolver a capacidade argumentativa e crítica do aluno, solicitando-lhe que concorde ou discorde de um texto ou notícia através de argumentos convincentes;

• Pedir que estabeleçam a distinção entre fato e opinião;

• Solicitar a enumeração das temáticas abordadas;

• Explicitar os tipos de texto e os gêneros textuais presentes no jornal escolar;

* Pedagoga, especialista em Planejamento Educacional e coordenadora do Jornal do Futuro
Fortaleza/CE.
Projeto Pedagógico publicado na edição nº 385, jornal Mundo Jovem, abril de 2008,página 9.

Escola pública de São Paulo faz sucesso com modelo luso

23/1/2009 -09h32
.A Escola Municipal Desembargador Amorim Lima, no bairro do Butantã, zona oeste, adaptou à realidade brasileira algumas propostas da Escola da Ponte, em Vila das Aves (Porto), famosa nos meios acadêmicos pelo modelo de escola inclusiva.


"Tínhamos uma escola com paredes da cor cinza, fechada à participação comunitária, sem propostas para lidar com a indisciplina dos estudantes", disse à Agência Lusa a diretora, Ana Elisa Siqueira.

"Era caótico, um quadro assustador, onde o desrespeito aos educadores era o grande problema de indisciplina dos estudantes, não existiam princípios claros e todo mundo achava que podia fazer tudo".

O projeto contou com o apoio dos responsáveis pelas mais de 1,3 mil escolas públicas de São Paulo, o que possibilitou um intercâmbio entre os educadores das duas escolas, com visitas de especialistas brasileiros ao Porto.

Sem portões Atualmente, as paredes escuras deram lugar aos tons coloridos, os portões foram abertos à comunidade e a decoração ganhou azulejos pintados por alguns dos 800 estudantes do ensino básico (dos seis aos 16 anos).
No auditório, um painel gigante põe em destaque uma "Carta de Princípios de Convivência", elaborada pelos próprios estudantes, com regras que devem ser observadas por todos no convívio diário.

ConselhoOs pais dos estudantes passaram a ter voz ativa no Conselho Gestor, freqüentam o espaço e promovem encontros periódicos.Às sextas-feiras, os pais promovem partidas de futebol, seguidas de confraternização, cujo cardápio inclui pizzas assadas num forno de lenha, especialmente construído na escola.

Os primeiros resultados dessa revolução educacional já começam a aparecer, com a recente aprovação de seis estudantes da escola num processo seletivo de uma das mais concorridas unidades públicas de ensino técnico de São Paulo.

Na opinião de Elisa Siqueira, a proposta pedagógica da Escola da Ponte é generosa, tem princípios norteadores que podem ser adaptados em diferentes realidades para a construção de uma escola pela cidadania."Mas sabemos que os resultados efetivos levam muito tempo, pelos menos uns 20 anos para consolidar essa nova forma de pensar o ensino público no Brasil", concluiu.

Acesso à escolarização, ainda é problema no país.

Mais de 705 mil crianças brasileiras estão fora da série ideal na escola, diz MEC

Da RedaçãoEm São Paulo*
Dia:22/01/2009

Dados preliminares do MEC (Ministério da Educação) mostram que mais de 705 mil crianças estão matriculadas em séries incompatíveis com a idade. O levantamento foi feito em 1.114 municípios que pediram apoio tecnológico do MEC para corrigir o problema. A secretaria ainda aguarda a resposta de 193 cidades integrantes da lista de 1.307 que pediram o auxílio em 2008.
Elas registraram baixo Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em 2007 e têm prioridade nos programas do ministério.Segundo Cláudio André, coordenador-geral de Tecnologias da Educação da Secretaria de Educação Básica, alguns municípios informaram que 90% dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental freqüentam série incompatível com a idade.Para saber se as informações estão corretas, os números enviados pelos municípios serão comparados com os dados do Censo Escolar de 2008 e discutidos com as secretarias de educação.
Os municípios podem não ter interpretado corretamente as informações contidas na ficha e registrado o número total de alunos da rede de ensino.O objetivo do MEC é atender os 1.307 municípios e trabalhar pelo sucesso da correção de fluxo, resultado que pode aparecer na próxima Provinha Brasil e no Ideb a ser divulgado no começo de 2010.*Com informações do MEC.

Aula de Filosofia II

Tema: Como trabalhar a leitura de texto filosófico

1. Desenvolvimento de Competências / aluno

1) Reconhecer as características de um texto filosófico;

2) Aplicar os princípios do raciocínio lógico ao texto;

3) Reconhecer, no texto, raciocínios de analogia, indução e dedução;

4) Sintetizar, através de um texto argumentativo, suas reflexões sobre o texto;

5) Praticar a reflexão filosófica.

2. Metodologia : Leitura dos textos

2.1. Lógica e linguagem;

2.2. Lógica intrdução ;

2.3. Utilização de um portal de acesso ao mundo da filosofia e da ciência;

2.4. Leitura do texto filosófico.

3. Estratégias de de práticas pedagógicas/metodologias.

3.1. Leitura compartilhada dos textos com os professores de literatura e filosofia, cada um fazendo a sua abordagem específica;

3.2. Trabalho em equipe visando a criar argumentos baseados em raciocínios de indução, dedução e analogia;

3) Trabalho em duplas para responder às questões:
a) Explique duas relações entre o ato de ler e o de escrever.
b) Relacione o ato de interpretar um texto com o de filosofar sobre ele.

4) Solicite aos grupos que apresentem suas respostas e faça o fechamento sobre elas.

Baseado no trabalho da professora Carmela Ciano Prime, coordenadora do curso de sociofilosofia do Colégio Rio Branco.

Fonte: Página 3 Pedagogia & Comunicação

Aula de filosofia I

Tema: O espaço público e privado


1. Competencia:

1.1. Conhecer e distinguir os conceitos de esfera pública e privada;

1.2. Reconhecer os domínios da esfera pública e privada na vida cotidiana;

1.3. Perceber a invasão do privado no público.


2. Sugestão :

2.1. Leitura do texto "Público e privado: o surgimento e a evolução dos conceitos", de Maurício Stunitz Cruz.



3. Metodologias

3.1.Pesquisas e leituras;

3.2. Analisar , compreender e discutir as diferenças entre público e privado.


4. Questionamenteo:

4.1. Que tipo de atuação é possível num espaço público e num espaço privado?

4.2.Como o espaço público se relaciona ao exercício da cidadania e o espaço privado ao exercício da autonomia e da consciência? O que é privacidade?


5.Fazer um levantamento sobre várias situações em que se verifique a invasão do espaço público pelo privado.


6. Sugestão de atividade


7. Reportagem fotográfica do entorno da escola, da comunidade que documente a invasão do espaço público.


Fonte : Da Pagina 3 Pedagogoia & Comunicação

domingo, 25 de janeiro de 2009

Função docente

" - professor não existe para explicar a matéria, substituir leitura e elaboração, mas para mostrar caminhos de como se podem dominar temas com autonomia.- visão geral advém menos de explicação copiadas do que de farta e sistemáticaleitura, seguida de elaboração na qual se dialoga com quem produz e com a realidade. - o aluno precisa ver no professor pesquisador a motivação orientadora no rumo à pesquisa, o que já elimina expectativas passada ou meramente expositiva alheia.- o aluno sabe ler, portanto aula que substitua leitura é ociosa e equivocada.- a atividade de repassar conhecimento alheio é facilmente substituída pelos meios eletrônicos".

(Demo, 1993, p. 136).
Para Demo (1993), a superação da habilidade didática e pedagógica empreende restruturação:

"o que se espera do professor já não se resume ao formato expositivo das aulas, a fluência vernácula, à aparência externa. Precisa centralizar-se na competência estimuladora da pesquisa, incentivando com engenho e arte a gestação de sujeitos críticos e auto-críticos, participantes e construtivos" (1993, p. 103).

Línguagem no Ensino Médio

Novas formas de utilizar o texto como estruturador de competências e habilidades na língua portuguêsa.

Iza Aparecida Saliés

Inquirir. O texto deve despertar a curiosidade de saber o que traz e para onde leva, e instigar no aluno perguntas tanto sobre seu assunto e seus temas, quanto para além deles.

Compreender. Ao interpretar o significado das partes do texto, o aluno deve captar com clareza os sentidos que remetem ao todo.

Executar. Nesta etapa, a ênfase do trabalho é a pesquisa, determinação das palavras-chave e das partes constituintes do texto, bem como registro pessoal; o aluno deve ser parte integrante do processo, não apenas um aprendiz passivo.

Revisar. Cabe ao professor oferecer o suporte necessário para que o aluno verifique e confira as etapas executadas, tirando dúvidas, confrontando sua interpretação com as de outros do grupo.

Avaliar. É o momento de avaliar o trabalho realizado ( pelo professor e pelos alunos) e também o próprio processo de ensino e aprendizagem, no sentido de aperfeiçoa-lo. A avaliação não é um momento, mas ocorre em todas as etapas do trabalho.

Agregar. O novo conhecimento deve agregar-se ao anterior. A apropriação do conhecimento constituirá a nova base e o substrato do que ainda será aprendido.

Apreensão. O que o texto afirma, narra ou descreve?

Entendimento. Qual o significado dos enunciados contidos no texto? É o momento de o aluno transpor o conteúdo dos enunciados textuais para o nível de compressão pessoal, em que se apropria do conhecimento expresso.

Aplicação. Onde se verifica tal problema? O aluno deve ser, então, capaz de transpor a situação do texto para outras similares, num processo de transferências e generalização.

Análise. Quais as partes constituintes do texto? O assunto, a narrativa, os subtemas podem ser divididos em partes? O desdobramento analítico deve ter a finalidade didática: ao partir do simples para o complexo, o objetivo não é a fragmentação, mas sim a subdivisão em partes com vistas a uma melhor apreensão do todo.

Síntese. Toda análise deve remeter novamente à síntese, que recompõe o todo, salientando o que é essencial, discriminando o fundamental do secundário.

Julgamento. Qual o valor das idéias expressas e qual é o seu significado naquele contexto? Nem sempre se precisará chegar a essa etapa, mas a partir daqui já entram em ação processos cognitivos que levam à emissão de juízos de valor, de natureza mais complexa e que exigem maior grau de abstração.

Criatividade. O novo conhecimento deve levar à projeção de idéias e condutas novas, não apenas em língua estrangeira, mas em outras áreas do conhecimento.
Fonte: Parâmetros Cuiculares Nacionais do Ensino Médio/PCNs

Pensamento do dia

Ensinar é ....
A arte de ensinar é a arte de acordar a curiosidade natural nas mentes jovens, com o propósito de serem satisfeitas mais tarde.

Autor: Anatole France.

Aula de Geografia

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Aprendizagem

Falta de professor afeta aprendizagem

Iza Saliés disse,
14 de Janeiro de 2009 @ 18:39



A pesquisa realizada demonstra a cruel realidade do ensino brasileiro, isso nós já sabiamos. Não visualizei nenhum fato novo nessa pesquisa, que pena?



Com certeza, não há a menor dúvida disso, que quanto menos aula o aluno tiver, mais prejudicado ele ficará, pois o ano letivo deve ser obrigatoriamente de 200dias letivos, caso isso não aconteça, ele está sendo lesado dos seus direitos.


A educação deve ser uma política pública de estado (nação), para deixar de ser refém da vontade política de que está no poder durante 4 anos o ou 8, para ser demontada pelo próximo governo que quer imprimir sua imagem, público-política.


Quem trabalha com educação, sabe melhor de que ninguém, os problemas dela e as soluções para resolvê-los.


O que precisamos para melhorar a qualidade do ensino são coisas básicas, simples, como; escola bonita, professor satisfeito, aluno motivado, gestor que tenha liderança, gestores competentes, gestão dos recursos financeiros de forma correta, investimentos em tecnologia, ai sim, o professor ensina, aluno aprende, e a sociedade fica satisfeita e a escola feliz.


Simples assim…

Publicado no Blog do Corumbá

Qualidade do Ensino Superior.

Cursos de graduação oferecidos pelo PorUni são de baixa qualidade.

Iza Aparecida Slaiés
21 de Janeiro de 2009 @ 16:07

As instituições de ensino superior que aderiram ao ProUni, e estão apresentando baixos índices de qualidade de ensino, urge a necessidade de providências por parte do Ministério da Educação/MEC, uma vez que avaliar e regular o serviço oferecido à sociedade, é de sua competência.

Vários são os fatores que podem intervir na qualidade do ensino, não está só na demanda, como diz alguns teóricos da área, ou seja, nos estudantes, incide também, na falta de formação continuada de professores, em investimentos em laboratórios, bibliotecas, professores qualificados, material didático, salário do professor , pesquisa e extensão.

São parcos os investimentos financeiros dessas instituições para o curso na área de educção, sendo que, é de fundamental importância que haja uma boa estrutura física, de equipamentos, tecnologia, todos estes, vão compor o conjunto de requisitos necessários para a oferta de um com curso de graduação de qualidade, seja para quem paga, como para quem ingressa pelo programa do governo.

Quando Corumbá diz, que o caminho é longo, realmente, você tem razão, estamos muito distante dessa realidade. No Brasil a educação básica ainda não é universalizada e nem obrigatória. E a qualidade da oferta da educação deve ser obrigatoriamente de ótima qualidade.

Exigir do estado uma educação que possa preparar o aluno para a vida e para o mundo do trabalho, é uma prerrogativa da sociedade, falta apenas acioná-la.

E o controle social? Precisamos utilizá-lo……….
Publicado no Blog do Corumbá

Adolescencia a fase das mudanças

Quem tem filho entrando na adolescência ou já nessa fase, enfrenta uma avalanche de situações e emoções diferentes.

As mudanças que ocorrem são céleres demais, de um dia para outro o filho deixa de ser criança e passa a ter comportamentos antes não conhecidos pelos pais.

De qualquer forma, é uma experiência nova lidar com adolescentes, em muitos casos é conflitante, tanto para os pais quanto para os filhos, enfrentar esse momento da vida, causa perplexidade para toda a família.

Sugestão de filmes que tratam sobre o assunto:

· "Aos Treze", é uma garota que passa pela transformação.
· "Reflexos da Amizade", a história gira em torno de um garoto de mesma idade.

*Texto publicado originalmente no Folha Equilíbrio

Para o professor

O professor...

Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis...


Que divide seu conhecimento, que multiplica o seu amor...

Que carrega tamanha sensibilidade e força, que ganha o mundo com sua coragem, transmitindo sabedoria e humildade...

Que luta por seus ideais, enfrentando os mais distintos desafios...

Que ama incondicionalmente, desde o mais rebelde ao mais perfeito...

Tantos professores(as)...

Estilos únicos, cheios de boa vontade e dedicação.

Seres humanos que deveriam serem lembrados, venerados, admirados todos os dias...

Todas as horas....

A vocês professores essa mensagem especial.

Rosinalva Oliveira,Picuí - PB -
Fonte: Jornal Mundo Jovem

Dizer não também é ensinar .

Para a criança, não também deve ser resposta.

Sabemos que os pais sempre protegem os filhos, isso começa desde a infância É nessa fase que os filhos precisam da tutela dos pais ou de outros adultos responsáveis, são frágeis, vulneráveis, pois convivem todo dia com ambientes perigosos.

Os cuidados com as crianças pequenas são fundamentais, estes, servem para além de proteger, tem também para ensina-las a se proteger.

Frente à insistência das crianças, em determinadas situações de birra, piti, quando querem fazer arte perigosa, muitas vezes os pais desistem de impedir que elas façam o que, inicialmente, ouviram que não deveriam fazer.

Os pais não se dão conta de que, ao relevar o comportamento da criança de fazer algo que foi proibido pelo menos temporariamente, é a palavra "não" que perde seu valor.

São poucas as situações que merecem um "não" categórico dos pais. Nesses casos, a negativa precisa ser honrada.
E isso cabe aos pais.

Baseado no texto de Rosely Sayão
*Texto publicado no
Folha Equilíbrio.

Mensagem do dia - Mestre

"Mas na profissão, além de amar tem de saber. E o saber leva tempo pra crescer."


Rubem Alves

Mec vai avaliar faculdades que querem criar novos cursos.

Quinta, 22 de janeiro de 2009, 14h21

MEC vai avaliar 21 faculdades que querem abrir cursos de Medicina e Direito em 2009Faculdade do Pantanal Mato-grossense, em Cáceres, está na fila pelo curso de Direto. DO UOL .Pelo menos 21 novos cursos de medicina e direito podem receber, ainda neste ano, aval do MEC (Ministério da Educação) para funcionar.


Foi divulgada nesta quarta-feira (21) a lista de faculdades que serão avaliadas já no começo do ano. As visitas às instituições começarão em 15 de fevereiro. Serão analisadas as instalações das escolas - que já oferecem outros cursos -, o corpo docente entre outros quesitos.Segundo o Inep, instituto do MEC responsável pela avaliação, há ainda outros cursos na fila esperando por autorização.


"Eu duvido que a metade desses cursos novos sejam aprovados pelo MEC", disse Bráulio Luna Filho, coordenador do exame de avaliação do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).

Luna Filho faz parte da comissão do MEC que analisa cursos de Medicina com baixo desempenho no Enade, o antigo provão. Em dezembro, o ministério determinou que dois cursos diminuíssem o número de vagas devido às notas baixas dos alunos na avaliação.
"Montar faculdade de medicina parece bom negócio, as mensalidades custam R$ 4.000, não é?", disse. "Agora faculdade boa mesmo, custa caro", diz. "Por isso tem um monte de faculdade aí com dificuldades financeiras".

O presidente da comissão de ensino jurídico da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Adílson Gurgel de Castro, questionou a necessidade de serem abertos novos cursos de direito. "Não resta a menor dúvida de que já temos cursos em número suficiente para atender a demanda no Brasil", disse.Castro estima que a cada ano abram, no país, 250 mil vagas.

"O que não impede de surgirem novas faculdades, desde que a qualidade delas seja excelente", disse.Para Castro, a sociedade "espera que o governo seja exigente com as instituições. Mas os alunos também devem buscar informações antes de se matricular em qualquer faculdade". "Fazer um curso qualquer é jogar 5 anos da vida fora", disse.

AvaliaçõesO Inep divulgou, ainda, cronograma de avaliação externa de outras 60 instituições de ensino superior. Elas serão visitadas para a elaboração dos Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior).

Outras 65 instituições serão avaliadas, também no primeiro semestre de 2009, em procedimento de rotina, para a renovação do credenciamento dos cursos ao MEC.


Fila" para abrir curso de Direito
Fapan (Faculdade do Pantanal Matogrossense)
Cáceres (MT)

Fonte: Coluna - Dia-a-dia

Jornal eletrônico - Mídia News/MT

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Para refeltir ....

"Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender".

Autor: Alexandre Herculano.

Proeja

A Educação de Jovens e Adultos em interface com Educação Profissional.

Iza Aparecida Saliés

Este texto tem como finalidade contribuir para uma reflexão quanto ao estudo dos conceitos; educação e trabalho na perspectiva de uma formação integrada entre currículo formal e currículo da área profissional.

Este estudo está respaldado em discussões e debates atuais, a respeito da Educação de Jovens e Adultos e a relação dessa modalidade com a educação profissional, uma vez que as especificidades do mundo do trabalho interferem consideravelmente na forma em que a educação está sendo oferecida para essa clientela.

Partindo do pressuposto, de que hoje a discussão sobre a educação e o mundo do trabalho perpassa a integração da educação básica com a educação profissional, neste texto, vou deter-me a alguns pontos de reflexão, tais como; a relação conceitual educação e trabalho, educação formal e o mundo do trabalho, numa abordagem que possa contribuir com a integração dessa modalidade de ensino, chamada Proeja.

Abordo também as relações do mundo do trabalho e a educação, em interface com esse novo modelo de currículo que precisa ser discutido, onde possa fazer a integração da formação básica com a área técnica, com pressuposto de uma nova forma de oferta de ensino onde precisamos articular a integração sem fracionar os conhecimentos científicos e técnicos, necessários para a formação dos jovens e adultos do Proeja.

E para finalizar, faço uma exposição do Programa Proeja, enfocando sua finalidade, sua demanda e também a importância que tem essa nova modalidade para os jovens e adultos que estão sedentos por uma resposta imediata às suas necessidades de melhorar sua vida e ter um bom desempenho no mundo do trabalho.

Deixo em aberto, para um próximo artigo, a necessidade de abordar com mais profundidade a questão curricular dessa modalidade de ensino, cuja vertente carece de estudo e do aprofundamento teórico, uma vez que a integração deve ser feita sem que haja prejuízo para qualquer uma das partes. Seus fundamentos para chegar à proposição de um debate sobre as possibilidades de novos desenhos curriculares que possam ser mais adequados aos nossos alunos da EJA do que as propostas tradicionais.

Texto elabrado para apresentação do módulo História da Educação da " Educação de Jovem e Adulto/Eja".

Pós - graduação em Proeja/ Cefet/Cuiabá/MT

Dicas de português

É muito comum, principalmente em linguagem informal, a expressão “a nível de”.
Contudo, seu emprego não é aceito pelos gramáticos, bem como de outra expressão: “em nível de”.
Então, quando for dizer orações do tipo:
“Em (A) nível de capital, a Itália está praticamente falida.”.
prefira dizer: “A Itália está praticamente falida, pois não tem capital.”

Porém, o uso de “a nível de” está correto quando a preposição “a” está aliada ao artigo “o” e significa “à mesma altura”:

a) Não posso dizer que quem mata está ao nível de pessoas que roubam, no que diz respeito às conseqüências.
b) Hoje, Florianópolis acordou ao nível do mar.

Fique atento: a construção “em nível de” não possui exceção de uso, logo, não é aceita sob nenhuma hipótese.

Por Sabrina VilarinhoGraduada em LetrasEquipe Brasil Escola
Fonte: ig brasil escola

Educação e Trabalho

Iza Aparecida Saliés

O futuro levará o ser humano a sofrer uma profunda revisão de sua maneira de crer, pensar e agir. Já estamos vivenciando essa transformação, posto que, o crescimento da tecnologia, aumento da expectativa de vida; a globalização, que exige novas capacitações, para as quais, literalmente não fomos preparados, senso que o emprego tradicional sofrerá profunda mudanças.
A grande preocupação que hoje paira a sociedade é que, todo esse movimento de mudança, acena para um mundo complexo, cheio de incertezas, flexíveis ás novas possibilidades de trabalho, emprego, economia e educação.

Sabemos que o mundo do trabalho, emprego e das profissões está em plena transformação. É perceptível, também, que as instituições de ensino encontram dificuldade para adequar-se a esse novo modelo de sociedade.

Se o trabalho do homem não for aliado a um processo educativo, conduzindo - o à sua construção política e social, não será possível alcançar sua transformação, sendo assim, a finalidade do mesmo se resume simplesmente em cumprir tarefas, sem questionamentos, tornando um fazer neutro, desprovido de conhecimento científico, não respondendo às suas necessidades e à sua liberdade.

Está visivelmente exposta a fragilidade da educação quanto à qualidade do ensino, seja ela para a vida ou para o mundo do trabalho. Estamos numa era em que as soluções para os problemas da vida precisam ser resolvidas com rapidez, habilidade e competência, a maneira de pensar tradicional não atende mais às situações emergentes desta sociedade.

Saber gerenciar o conhecimento da formação geral e os do mundo do trabalho, necessários às organizações, empresas, vem sendo um motivo cada vez mais determinante na sobrevivência, manutenção, desenvolvimento e ganhos de mercado.

Com as modificações do mundo do trabalho, faz-se necessário aprender a aprender, aprender a ser, aprender a fazer de forma eficiente, satisfatória e célere. Sendo assim, Educação Profissional em conjunto com a Educação Básica, precisam articular ações de cunho científico de modo a desenvolver e construir caminhos que estimulem a uma formação humanística do indivíduo.

Tendo em vista a importância do processo ensino- aprendizagem – trabalho para a consolidação do homem cidadão, posto que, o mesmo precisa ter ciência de que ele é sujeito da história e da sua própria história, isto é, faz parte do processo de transformação da sociedade quiçá do mundo.
À escola é atribuída a função de preparar a formação do individuo, numa propositura de um ser integral, sabendo lidar com as situações emergentes que sejam capazes de construir a sua autonomia intelectual de solucionar problemas, ser criativo, inovador, ético e centrado na melhoria de sua qualidade de vida, assim como da comunidade e seu entorno.

Nessa perspectiva, surge a preocupação com modelo de Currículo que devemos discutir e construir, pra contemplar essa nova realidade, preparando profissionais competentes tecnicamente, que domine os conhecimentos científicos para desempenhar melhor seu trabalho.

É nesse amplo contexto de discussão dos temas, educação e trabalho, é que surge a necessidade de criar alternativas que possam suprir as necessidades dos alunos da Educação de Jovens e Adultos onde possa fazer o Ensino Médio e um Curso Técnico ao mesmo tempo.


Artigo publicado no Blog do Corumbá




Nossa Vida Mental

As almas ingressam nas responsabilidades que procuram para si mesmas.

Segundo talhamos o nosso perfil moral, angariamos os favores das oportunidades de serviço diante das Leis Universais.

Ninguém foge aos estigmas da viciação com que sulca a estrutura da própria vida.

Paz significa vitória da mente sobre os seus próprios atributos.

Resguardemos, assim, a vida mental, na certeza de que o teor da nossa meditação condiciona a altura da nossa tranqüilidade.

Nada ocorre conosco sem resultado específico..

Teimosia no erro — conta agravada.Ausência de disciplina — débito permanente.

Remorso — aviso da consciência.

Reajustamento — estágio na enfermidade.

Multiformes ocorrências no mundo interior anunciam constantemente o clima de nossa escolha.

A tempestade é precedida dos indícios inequívocos que lhe configuram a extensão.

De igual modo, através da análise real de nós mesmos, encontramos o exato esboço das futuras experiências.

À vista disso, ante a luz do Evangelho, ninguém desconhece a essência do destino que se lhe desdobra ao porvir.

A Justiça da Lei tem base na matemática.

E quem possui parcelas determinadas pode ajuizar perfeitamente quanto à soma daquilo ou disso.

Entrega-te, pois, a novos haustos de esperança e supera as próprias limitações, atendendo aos apelos do amor que ecoam da Altura.

Reúne humildade e serviço, simplicidade e perdão, estudo e caridade, bondade e tolerância, no esforço de cada dia, e com semelhantes fragmentos de amor e luz levantarás o templo divino de tuas mais belas aspirações, diante da Eternidade.



Autor: André LuizPsicografia de Francisco Cândido Xavier


Dever de casa sim ou não?

Quando as atividades pedagógicas ultrapassam os limites da escola, o que fazer?

Iza Aparecida Saliés

Os pais têm se envolvido em demasia com a vida escolar dos filhos, sobrecarregando – os de afazeres da escola ou não, isso acontece com crianças da classe média. Os pais levaram seus filhos a especialistas ou procuraram aulas particulares para superar dificuldades de aprendizagem. Os pais formados, com conhecimento, tempo, paciência para acompanhar os estudos dos filhos. E os que não têm?


Esses não são beneficiados por essas condições, não gozam da mesma oportunidade para aprender, eles precisariam do apoio da escola, para não ficarem em situação inferior nos estudos, às escolas deveriam ensinar de modo que elas não dependessem de ajuda familiar.



A escola tem colaborado muito para aumentar as preocupações dos pais. Os trabalhos em grupo, o dever de casa, por exemplo, que deve ser feito fora do período de aulas, essas são atividades que em muitos casos a criança não consegue fazer sozinha e não pode contar coma ajuda dos pais.
Esse é um problema sério, pois a criança fica desprovida de apoio para a realização de seus deveres escolares, e ao chagar na escola sabe que vai ser cobrada pelo professor. Sem dúvida ficará em desvantagem em relação ao colega que teve condições de fazer a tarefa.


E a escola o que deve fazer?

Avaliação da aprendizagem uma difícil tarefa da educação.

Ao avaliar a aprendizagem do estudante o professor deve considerar a auto-estima, o respeito à vivência e cultura própria do indivíduo, filosofia de vida, sentimentos e posicionamento político.

O professor que usa o erro do aluno como ponto inicial para compreender o raciocínio desse educando e rever sua prática docente,

Para Canen (2001), Gandin (1995) e Luckesi (1996), a avaliação é um julgamento sobre uma realidade concreta ou sobre uma prática, à luz de critérios claros, estabelecidos prévia ou concomitantemente, para tomada de decisão.

Elementos se fazem presentes no ato de avaliar:

A realidade ou prática julgada;

Os padrões de referência que dão origem aos critérios de julgamento;

E o juízo de valor.

O educador precisa refletir acerca de algumas questões, importante para o ato de avaliar:

Quem julga?
Por que e para que se julga?
Quais os aspectos da realidade que devem ser julgados?
Deve-se partir de que critérios?
Esses critérios se baseiam em quê?
A partir dos resultados do julgamento, quais são os tipos de decisões tomadas?
A avaliação não é apenas o cumprimento de metas, índices educacionais é sim um processo que envolve também: opções; escolhas; ideologias; crenças; percepções; posições políticas; vieses e representações, que apontam critérios dos quais será julgada uma realidade.

Baseado no texto de Cássia R. M. de Assis Medel Professora e Orientadora Pedagógica do CIEP 277 João Nicoláo Filho “Janjão” - RJ.

Mensagem do dia - Mestre

Mundo Singular

O mundo não é plural, e nem tente discordar. Crianças pedintes nas ruas, nos fazem acreditar. Sujeitos á individualidade seguimos caminhos solitários...

Onde amar podia ser remédio pra se viver. Sob as pontes vivem homens...

Que dormem e ali esperam, não apenas um bom dia, mas o pão que guarda a vida. E são tantos e milhares, que ouso poder dizer: a desigualdade é matéria que vende jornal, e faz sofrer.

Se diferente fosse, nós poderíamos ser não apenas detentores de luxo, ou meros modelos em colunas sociais.

Deixaríamos no registro da memória o que é vida, e que por isso mesmo essencial.

Waleska Frota,
Fortaleza/CE

Declaração de raça


Declaro para os devidos fins, que sou negra, conhecida por alcunha de mulata, termo dado à mistura da raça Negra com a raça Branca, derivado da palavra mula, forma como se tratavam os negros durante a escravidão.
Declaro também que pelo fato de minha pele ser marrom, meus cabelos crespos cacheados, meus traços fugirem do padrão de beleza ditado pela sociedade, mídia e moda tenho plena autonomia para afirmar que o racismo ainda existe.
Diante de tal relato, afirmo também que esta declaração é prova que não me curvo diante do racismo, que não me julgo inferior, que assumo cada traço do meu rosto e da minha história. O racismo era notório e designava-se adiante mórbidos ataques de rejeição, incompreensão e exclusão, hoje ele é faceiro, os negros podem entrar nos restaurantes chiques, mas não tem meios de pagar a conta, podem se hospedar em hotéis cinco estrelas, mas não dispõem de verbas para as diárias; podem estudar em boas escolas, mas não tem como pagar as mensalidades; podem aparecer na mídia, mas não podem ser o galã ou a mocinha da novela das nove.
O que dita a abominável condição de mais de 70% dos negros na sociedade é a não oportunidade, sem educação de qualidade, caríssima diga-se de passagem, o negro não tem condições financeiras para chegar a altos patamares e cargos, saímos das senzalas e fomos às favelas, precisamos “matar um boi por dia” para sobreviver e vencer a guerra contra o preconceito.

A exacerbada maioria, de alunos nas escolas públicas, é de negros, nos empregos assalariados, é de negros, nos bairros de periferia, é de negros, e isto não é demonstração de inferioridade intelectual, pois somos tão inteligentes e capazes quanto pessoas de qualquer raça.

Por fim, declaro que não aceito comentários mórbidos disfarçados pelo preconceito atual de “elogios”, como: “você é menos escura que tal pessoa”, “seu cabelo é melhor do que o de fulano”, “seus traços são mais finos do que o de cicrano”; Pois não defino sequer como elogio qualquer palavra e/ou atitude que menospreze e diminua a minha raça.
Este é o racismo contemporâneo, doença que vem se alastrando pela sociedade, e que todos os cidadãos munidos de conhecimento, dignidade e respeito deveriam combater independente da raça e da cor da pele.


Tiara Sousa, São Luís – MA.
Fonte: Jornal Mundo Jovem

Adolescente triste, fala sério

Iza Aparecida Saliés

Os adolescentes já estão apresentando sintomas de depressão. "É um dos reflexos das pressões econômicas e sociais", segundo diz autor da pesquisa, o professor Sai nt Bahls.


Nessa fase da vida, surgem as exigências, as competições, o corpo mais perfeito, quem é a mais bonita, quem conquista mais os meninos, tudo isso passa a ser sofrimento.

"É preciso cuidado do sofrimento do filho, isso não deve passar despercebido. Os pais devem ficar atentos à intensidade e à permanência dessas emoções e observar o quanto o filho parece envolvido por elas", esclarece a psiquiatra Lee.


Sinais de alerta, para pais e educadores:
· O adolescente (a) passa mais tempo triste do que alegre, sem motivo;
· Perde o interesse por coisas de que antes gostava muito, sem explicação;
· Sem entusiasmo para outras atividades diferentes;
· Não demonstra prazer com a companhia de amigos e amigas, se isola.
· Demonstra ausência de sentimentos, sensação de vazio;
· Mostra muita ansiedade, tristeza e agressividade (principalmente os meninos), sem motivo aparente.

Fonte: Pesquisa realizada pelo o professor Saint-Clair Bahls - Universidade Federal do Paraná.